quarta-feira, 13 de maio de 2020

Isolamento Social

Isolamento social e distanciamento – saiba a importância

Em tempos de pandemia, ouvimos muito sobre isolamento social e distanciamento social, e isso nos gera muitas dúvidas, não é mesmo? 

Pensando nisso, fizemos esse post com esclarecimentos do Dr. Eduardo Zincone – médico assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do HC-FMUSP e sócio-diretor da Humanitar Serviços Médicos.
No dia 20 de março o Ministério da Saúde declarou o reconhecimento da transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o território nacional, ou seja, o Brasil deve se unir contra o vírus.
Dessa forma, a declaração do Ministério da Saúde coordena todos os gestores nacionais para que adotem medidas para promover o isolamento social e o distanciamento, sendo assim, evitando aglomerações.
Portanto, medidas não farmacológicas devem ser adotadas, ou seja, condutas que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas.
Leia mais sobre Coronavírus.
Veja a entrevista completa, e entenda sobre a importância do isolamento social e distanciamento no Brasil.

Por que durante a pandemia há recomendação para isolamento social?

Para entendermos isso, precisamos primeiramente entender o conceito de R0, que é o número básico de transmissão, desse modo, quantas pessoas um infectado contaminará.
No caso da COVID-19 (CoronaVírus Disease – 19), o R0 básico é estimado entre 2,5 e 3. Dessa forma, para cada pessoa infectada, outras 2,5 a 3 serão infectadas. Isto leva a uma progressão bem rápida, em torno de 60.000 casos em 2 meses, e 14.551.915 em 3 meses. Considerando que a doença seja transmissível no quinto dia pós-contágio.
Outro problema é que, como se trata de um novo vírus, praticamente toda a população mundial é suscetível à infecção.
Como não possuímos vacina (reduziria o número máximo de pessoas que poderiam ser infectadas e reduziria o R0) ou medicamento curativo para a COVID-19, nossa única alternativa é o isolamento social.
isolamento social reduz o R0, pois, cada pessoa, tendo contato com um número menor de outras pessoas, infecta menos pessoas. Com isso, há redução importante na velocidade de propagação da doença e, também, com menos pacientes graves ao mesmo tempo, possibilitando que o sistema de saúde consiga lidar com a chegada de novos casos.
Se com o isolamento social conseguirmos reduzir o R0 para ao redor de 1, ou seja, se cada infectado contaminar apenas 1 outra pessoa, o sistema de saúde conseguirá lidar de forma muito melhor com a pandemia.
Apenas para comparação, o R0 da “gripe suína” (H1N1) antes da vacinação em massa das pessoas era de 1,4 a 1,6. E o sarampo, doença extremamente contagiosa, apresenta um R0 entre 12 e 16, embora haja alguns estudos com valores ao redor de 18.

O que significa “achatar a curva“?

Lembra do R0? Com a redução do R0 causada pelo isolamento social, o número de casos simultâneos cai, e, com isso, o número simultâneo de pacientes que necessitam de atenção hospitalar, ou, em alguns casos, até mesmo suporte em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e ventilação mecânica.
Evitando a sobrecarga, isto é, havendo disponibilidade de leitos e equipamentos proporcionais ao número de casos.
Acredita-se que a mortalidade da COVID-19 seja em torno de 1%. Este número pode se tornar menor a medida que testamos maior parte da população, e também com a criação de testes sorológicos.
Na Itália, onde os esforços de isolamento social e achatamento da curva foram tardios e pouco eficientes, levando a uma deterioração do sistema de saúde, a mortalidade está entre 8 e 12%.

Confira o artigo do New England Journal of Medicine.
Gráfico modificado pelo especialista em saúde pública Drew Harris com base em recomendações de 2017 – Centers for Disease Control and Prevention (CDC) para a epidemia de gripe.

Meu filho é criança, está com saudade dos avós, posso levá-lo para visitá-los?

Definitivamente não. Os idosos são as pessoas com maior risco para desfecho ruim pela COVID-19, desfechos estes como sequelas graves, complicações e até mesmo óbito.
Ao mesmo tempo, crianças tendem a ser portadores pouco sintomáticos ou mesmo assintomáticos, ou seja, podem transmitir o vírus mesmo sem sintomas, então este contato deve ser sempre evitado.

Qual a distância recomendada devemos ter das pessoas, caso precisemos sair de casa?

A recomendação atual é idealmente 2 metros. Isso porque a transmissão habitualmente é por gotículas, e estas não conseguem “andar” mais que esta distância no ar. Mas sempre precisamos ter cuidados com onde encostamos, pois o vírus pode permanecer ativo em superfícies em torno de 12 horas.

Se precisar ir ao mercado ou à farmácia, quais cuidados deverão ser tomados?

Evitar ficar a menos de 2 metros de distância de outras pessoasevitar ao máximo tocar o rosto e sempre higienizar as mãos, seja lavando ou utilizando álcool em gel 70%.

Posso passear com meu cachorro na rua ou fazer exercícios ao ar livre?

O ideal é evitar quaisquer atividades que possam levar ao contato próximo com outras pessoas e ter cuidado com as superfícies, porém tomando os devidos cuidados e limitando o tempo do passeio ou dos exercícios é possível, desde que você não tenha outras doenças ou seja idoso.

Onde o vírus se mantém vivo? E por quanto tempo vive em cada objeto?

Já há alguns estudos publicados quanto a isso, até mesmo em jornais médicos de renome, como o New England Journal of Medicine, que mostram uma persistência do vírus em torno de 12 horas na maioria dos materiais (como, por exemplo, plástico, vidro e outros), porém estes estudos foram feitos em condições de laboratório, com temperatura e umidade fixas.
Não há estudos ainda de como o vírus se comporte em materiais expostos à elementos ou mesmo a luz solar, mas por segurança devemos considerar como, no mínimo, 12 horas de persistência do vírus.

Se o vírus circula no ar, mesmo com distanciamento social podemos nos contaminar?

O vírus, em situações normais, não circula no ar e sim em gotículas, como as produzidas quando tossimos ou espirramos.
Em algumas situações específicas que ocorrem geralmente dentro de hospitais, o vírus pode, sim, circular “no ar”, como, por exemplo, quando um paciente está sob ventilação mecânica ou quando realiza uma inalação.
As formas mais habituais, neste momento, para as pessoas se contaminarem, é por meio de superfícies e posterior contato com rosto ou olhos ou por estarem muito próximas de outras contaminadas.
Sempre é importante lembrar que algumas pessoas que pegaram o vírus são assintomáticas, porém mesmo assim podem transmitir o vírus.
Fonte: http//cucoheath.isolamentosocial

Como se prevenir do novo coronavírus

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Horta Sustentável na Escola

 No dia 29, de Outubro de 2019 foi realizada a 2ª Atividade Cultural com o tema: Como Elaborar uma Horta na Escola   Eixo Central -  Sustentabilidade.
Como Objetivo: Reutilizar objetos recicláveis,  proporcionando uma Vida  Saudável; além de reconhecer as contribuições da horta vertical para o consumo diário evitando o desperdício de alimentos.    
 Em Parceria com a Disciplina de Arte, trabalhou- se a Conscientização com os  alunos, em reutilizar as garrafas PETs na Construção  da  Horta Vertical, além do embelezamento da Escola. Esta atividade foi bem participativa, os alunos interagiram mostrando interesse pelo tema proposto, tornado a atividade prazerosa e troca de experiências entre os docentes e alunos. Desta forma uma aprendizagem significativa vivenciada no cotidiano do aluno.    













terça-feira, 5 de novembro de 2019

CLASSIFICAÇÃO BI-RADS – MAMOGRAFIA CATEGORIA 0 A 6
Médico autor: Dr. Pedro Pinheiro
Revisado pela equipe de especialistas do MD.Saúde
Atualizado em 28 julho 2019
O que é BI-RADS?
O termo BI-RADS, um acrônimo em inglês para Breast Image Reporting and Data System, é uma classificação desenvolvida em 1993 pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) com intuito de padronizar os relatórios mamográficos, de forma a minimizar os riscos de má interpretação dos laudos da mamografia e facilitar a comparação de resultados para futuros estudos clínicos.
O ACR BI-RADS, portanto, é uma forma padronizada de relatar os achados radiológicos da mamografia, o que reduz em muito o risco de interpretações subjetivas de laudos puramente descritivos e impede que um mesmo achado seja interpretado de forma diferente entre o médico radiologista que realizou o exame e o médico assistente da paciente que solicitou o exame.
A classificação também ajuda o médico assistente a saber quando a investigação de um nódulo suspeito deve ser complementada com outros métodos e quando ela pode ser satisfatoriamente interrompida apenas com o resultado da mamografia. Ele ajuda também a padronizar as condutas médicas.
Inicialmente proposta como uma classificação para os relatórios da mamografia, o BI-RADS atualmente também tem sido usado para descrever laudos de ultrassonografia mamária e de ressonância magnética das mamas.
Classificação ACR BI-RADS
Se você faz uma mamografia e apresenta alguma lesão suspeita, seja ela um nódulo, um cisto, uma calcificação ou uma lesão claramente maligna, é importante que o laudo desta mamografia seja o mais direto e compreensível o possível. Para que todos os médicos, independentemente das suas especialidades, possam entender e interpretar os resultados da sua mamografia de modo uniforme, o radiologista precisa sintetizar os achados mamográficos usando uma das 6 categorias da classificação de BI-RADS. Através desta classificação, o seu médico poderá facilmente distinguir a probabilidade da sua lesão ser maligna ou benigna.
O que vamos descrever a seguir são as 6 categorias de classificação do Colégio Americano de Radiologia.
BI-RADS categoria 0 – Exame inconclusivo
Quando o radiologista classifica o seu resultado como BI-RADS 0, isso significa que ele considerou o exame inconclusivo ou incompleto. As causas para uma categoria 0 incluem fatores técnicos, tais como imagens de baixa qualidade, que podem ser devidos ao posicionamento inadequado da mama ou à movimentação da paciente durante o exame. A categoria 0 também pode ser atribuída quando há dúvida sobre a existência ou não de uma lesão, havendo necessidade da realização de outro exame de imagem para tirar a prova.
A disponibilização de laudos de mamografia anteriores para que o médico radiologista possa comparar imagens antigas com as imagens atuais diminui o risco da mamografia ser classificada como BI-RADS 0. Por exemplo, uma lesão de difícil avaliação, mas que existe há vários anos e nunca mudou de aspecto, fala claramente a favor de uma lesão benigna. Com o auxílio de resultados anteriores, o médico pode mudar a classificação de categoria 0 para categoria 2 (ver mais à frente).
Quando o laudo da mamografia recebe a classificação 0, a paciente é orientada a realizar imagens mamográficas adicionais e/ou uma ultrassonografia da mama.
Portanto, um BI-RADS 0 não indica nem que a lesão é provavelmente benigna nem que é provavelmente maligna. A categoria 0 indica um exame inconclusivo que deve ser repetido.
BI-RADS categoria 1 – Exame normal ou exame negativo
Quando o radiologista classifica o seu resultado como BI-RADS 1, isso significa que a mamografia não apresenta nenhuma alteração.  O exame é completamente normal. As mamas são simétricas e não foram visualizadas massas, distorções de arquitetura ou calcificações suspeitas.
O risco de lesão maligna em um exame classificado como categoria 1 é de 0%.
BI-RADS categoria 2 – Exame com achados certamente benignos
Quando o radiologista classifica o seu resultado como BI-RADS 2, isso significa que ele encontrou alguma alteração na mamografia, mas que as características da lesão permitem afirmar que ela é benigna.
Entre as lesões que costumam ser encontradas em exames com classificação BI-RADS 2, podemos citar:
·      Fibroadenomas calcificados.
·      Cistos simples da mama.
·      Linfonodos intra-mamários.
·      Calcificações vasculares.
·      Lipomas.
·      Hamartomas.
·      Calcificações de origem secretória.
·      Implantes de silicone.
·      Cicatriz cirúrgica.

Para ser classificado como categoria 2, o médico precisa ter segurança para afirmar que a lesão é de origem benigna. Se o médico tiver dúvidas, o resultado não pode ser classificado como BI-RADS 2, mas sim como BI-RADS 3.
Portanto, na prática, um resultado BI-RADS 2 tem o mesmo valor clínico de um BI-RADS 1. O risco de lesão maligna é de 0%.
BI-RADS categoria 3 – Exame com achados provavelmente benignos
Quando o radiologista classifica o seu resultado como BI-RADS 3, isso significa que ele encontrou alguma alteração na mamografia, que provavelmente é benigna, mas que ele não tem 100% de segurança. Por mais que o médico tenha quase certeza que a lesão é benigna, se ele tiver a mínima dúvida, a classificação deve ser categoria 3.
Quando o exame é classificado como BI-RADS 3, a conduta sugerida é repetir a mamografia após 6 meses. Se o novo exame também for categoria 3, uma nova mamografia é repetida após mais 6 meses (12 meses após a primeira). Se nessa mamografia o resultado for o mesmo, uma última reavaliação mamográfica deve ser realizada após mais 1 ano (2 anos após o resultado inicial). Se após 2 anos, a lesão permanecer igual, o radiologista pode passar a considerá-la um BI-RADS 2.
Por outro lado, se em algum momento do seguimento a lesão mudar de características e se tornar mais suspeita, a classificação deve ser mudada para BI-RADS 4 e a lesão deve ser biopsiada. Vários estudos já mostraram que esse seguimento semestral não acarreta risco para a paciente. Mesmo nos raros casos em que a lesão muda de característica e passa a haver a suspeita de malignidade, a espera não traz prejuízos à saúde da paciente.
Portanto, um resultado na categoria 3 indica uma lesão com baixíssimo risco de malignidade, que não precisa ser inicialmente biopsiada, mas que, por prudência, deve ser seguida de perto ao longo dos próximos 2 anos.
O risco de lesão maligna do BI-RADS 3 é de apenas 2%, ou seja, 98% dos casos são mesmo lesões benignas.
BI-RADS categoria 4 – Exame com achados suspeitos
Quando o radiologista classifica o seu resultado como BI-RADS 4, isso significa que ele encontrou alguma alteração na mamografia, que pode ser um câncer, mas que não necessariamente é um câncer. Todas as pacientes com um resultado BI-RADS 4 devem ser submetidas à biópsia da lesão para que o diagnóstico correto possa ser estabelecido.
A categoria 4 costuma ser dividida em 3 sub-categorias de acordo com o risco de câncer:
·      BI-RADS 4A – Lesão com baixa suspeita de malignidade – 2 a 10% de risco de câncer.
·      BI-RADS 4B – Lesão com moderada suspeita de malignidade – 11 a 50% de risco de câncer.
·      BI-RADS 4C – Lesão com elevada suspeita de malignidade – 51 a 95% de risco de câncer.
Independentemente da sub-categoria de BI-RADS 4, todos os casos devem ser submetidos à biópsia. A diferença é que na paciente com BI-RADS 4A, o esperado é que a biópsia confirme uma lesão benigna, enquanto no BI-RADS 4C, o esperado é que a biópsia confirme o diagnóstico de câncer.
BI-RADS categoria 5 – Exame com elevado risco de câncer
Quando o radiologista classifica o seu resultado como BI-RADS 5, isso significa que ele encontrou alguma alteração na mamografia, que quase com certeza é derivada de um câncer da mama.
Lesões da mamas com típicas características de câncer incluem nódulos densos e espiculados, calcificações pleomórficas, lesões com retração da pele ou distorções da arquitetura da mama ou calcificações lineares finas dispostas num segmento da mama.
Todas as lesões com categoria 5 devem ser biopsiadas.
O risco de lesão maligna em um exame classificado como BI-RADS 5 é maior que 95%.
BI-RADS categoria 6 – Exame com lesão maligna previamente conhecida
A classificação BI-RADS 6 é utilizada apenas nas pacientes que já têm o diagnóstico de câncer de mama estabelecido e acabam por fazer uma mamografia para acompanhamento da doença, como por exemplo, após início da quimioterapia. Essa classificação serve apenas para confirmar ao médico que a lesão maligna identificada na mamografia é a mesma já conhecida anteriormente.


Referências bibliográficas:
·      BI-RADS classification in mammography – European Journal of Radiology.
·      BI-RADS Classification for Management of Abnormal Mammograms –  The American Board of Family Medicine.
·      Breast imaging-reporting and data system (BI-RADS)– Radiopaedia.org.
·      Understanding Your Mammogram Report – American Cancer Society.


terça-feira, 29 de outubro de 2019

Horta Sustentável na Escola


 No dia 22, de Outubro de 2019 foi realizada Atividade Cultural com o tema: Como Elaborar uma Horta na Escola   Eixo Central -  Sustentabilidade.
Como Objetivo: Reutilizar objetos recicláveis,  proporcionando uma Vida  Saudável; além de reconhecer as contribuições da horta vertical para o consumo diário evitando o desperdício de alimentos.    
 Em Parceria com a Disciplina de Arte, trabalhou- se a Conscientização com os  alunos, em reutilizar as garrafas PETs na Construção  da  Horta Vertical, além do embelezamento da Escola.    











Exemplos de Horta Vertical





Fotossíntese