segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Primavera de 2019 deve ter menos chuvas do que o normal, diz Inmet!

 Estação começou nesta segunda-feira, às 4h50, e vai até o dia 22 de dezembro, quando tem início o verão.

A primavera começou oficialmente às 4h50 desta segunda-feira (23). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a primavera de 2019 deverá ter menos chuvas do que o normal para esta época do ano na maior parte do país. A estação vai até o dia 22 de dezembro, quando começa o verão, à 1h19.
Tradicionalmente, a primavera é um período de transição entre a estação mais seca e a mais chuvosa na região central do Brasil. Já na região Norte, no interior do Nordeste e em algumas áreas centrais do país, as temperaturas sobem durante a primavera.
Os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina serão uma exceção neste início de primavera pois deverão receber uma frente fria vinda da Argentina e do Paraguai, trazendo chuva forte para a região e talvez até granizo. Também os estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul serão impactados, mas com menor intensidade.
Partes do Sul e do Sudeste começam a primavera ainda com cara de inverno mas, na maior parte do país, o inverno se despede já com cara de primavera.
Na região Sudeste, a distribuição das chuvas seguiu as características típicas durante o inverno, com baixa ou total ausência de chuvas, com exceção do leste de São Paulo e Rio de Janeiro.
A previsão do Inmet é de que, nos meses da primavera, haja áreas com chuvas ligeiramente abaixo do que é normal para a estação, exceto no estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde podem ocorrer chuvas mais fortes, principalmente no mês de novembro. As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte da região.

                                                                      

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Boletim Epidemiológico do Sarampo !


Sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. A doença começa inicialmente com febre, exantema (mancha avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo), sintomas respiratórios e oculares.
No quadro clínico clássico, as manifestações incluem tosse, coriza, rinorréia (rinite aguda), conjuntivite (olhos avermelhados), fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). A evolução da doença pode originar complicações infecciosas com amigdalites (mais comum em adultos), otites (mais comum em crianças), sinusites, encefalites e pneumonia, que podem levar à óbito. As complicações frequentemente acometem crianças desnutridas e menores de um ano de idade.
TRANSMISSÃO
A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções (ou aerossóis) presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode se manter em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.
Desde o início de 2019 foram notificados 489 casos suspeitos de sarampo provenientes de 135 municípios no estado de Minas Gerais. Destes, 183 foram descartados, 288 estão em investigação e 18 casos foram confirmados. Dos 18 casos confirmados no ano, 04 aconteceram no primeiro trimestre de 2019 e são residentes dos municípios de Belo Horizonte, Contagem e Betim, tendo esta cadeia, como caso índice, um viajante da proveniente da Europa.
O primeiro caso confirmado é de um italiano, residente em Betim, com história de viagem recente à Croácia e à Itália nos meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019. As ações de bloqueio vacinal e pesquisa diagnóstica foram iniciadas pelas equipes da vigilância local. O paciente foi hospitalizado e amostras laboratoriais foram coletadas, apresentando positividade para sarampo tanto na FUNED/MG, quanto no Laboratório de Referência Nacional (Fiocruz/RJ). O genótipo identificado na amostra do italiano foi o D8, que está distante geneticamente dos casos de D8 identificados nos demais surtos de 2018 no Brasil. Sendo assim, esse caso é considerado importado.
O segundo caso confirmado é de um adulto jovem, de 25 anos, profissão gesseiro, sem comprovante vacinal, residente em Contagem e que saiu de Trindade (PE) no final de janeiro. Foi atendido em UPA da capital e hospitalizado com suspeita de dengue, mas com clínica compatível com sarampo. No período de transmissão, trabalhou em condomínio fechado em um município da região metropolitana da capital. Não possui história evidente de contato suspeito.
SINTOMAS
 Os sintomas iniciaram em 01 de março. Foi realizada a investigação e realização de exame, confirmando laboratorialmente como sarampo, nas duas coletas testadas pela Funed, além de pesquisa de Biologia Molecular pela Técnica de PCR no Laboratório de Referência Nacional (Fiocruz/RJ) com resultado detectável. O genótipo identificado na amostra foi o D8, com características do genótipo do italiano. Quanto às ações de controle, foi realizado bloqueio vacinal nos familiares. Esse caso é considerado autóctone, porém relacionado ao caso importado.
O terceiro caso é de uma criança de 01 ano, vacinada em 13/11/18, residente em Belo Horizonte, com início de sintomas em 12/02/19. Foi atendido em UBS da capital, transferido à UPA e hospitalizado. Teve deslocamento para a cidade de Carmópolis de Minas e para a casa da avó, em Contagem (no período de incubação da doença); estuda em UMEI, foi à UBS local no período de transmissibilidade e não possui história evidente de contato suspeito. Foram realizados bloqueio vacinal e intensificação no quarteirão de sua residência, na escola e em familiares. Apresentou resultado reagente de sorologia na primeira amostra. Já na segunda amostra, apresentou não reagente. No PCR apresentou resultado detectável para sarampo na Biologia Molecular pelo laboratório da Fiocruz/RJ, porém também não foi possível identificar o genótipo. O caso também é considerado autóctone, possivelmente relacionado aos casos anteriores, de acordo com o período de transmissão.
O quarto caso confirmado é de uma adolescente, 13 anos, portadora de Lúpus, residente em Belo Horizonte. Esteve em Porto Seguro-BA e Almenara-MG no mês de janeiro. Por apresentar quadro de artralgia, procurou por atendimento em hospital de Contagem em 17 de fevereiro de 2019 e o resultado foi reagente para dengue. Em 06 de março, apresentou sintomas compatíveis com caso suspeito de sarampo e procurou uma Unidade de Pronto Atendimento de Contagem. Foi orientada a buscar atendimento em Belo Horizonte, onde foi hospitalizada em isolamento. Foi realizada a investigação e realização de exame, confirmando laboratorialmente como sarampo nas duas coletas testadas pela Funed, além de pesquisa de Biologia Molecular pela Técnica de PCR no Laboratório de Referência Nacional (Fiocruz/RJ) com resultado detectável. Por impossibilidade técnica, não foi possível identificar o genótipo da amostra enviada. Quanto às ações de controle, foi realizado bloqueio vacinal nos familiares e na UPA onde ocorreu o primeiro atendimento. Esse caso também é considerado autóctone, possivelmente relacionado aos casos anteriores, de acordo com o período de transmissão
Nas últimas semanas, 10 casos de pessoas residentes em Uberlândia foram confirmados em uma mesma cadeia de transmissão. Estes casos foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, isto é, apresentaram sinais e sintomas característicos da doença e têm esta história de contato direto com o caso de sarampo confirmado. Além desses, (01) caso de pessoa residente do município de Juiz de Fora foi confirmado pelo critério clínico-epidemiológico, pois teve contato direto com um familiar residente do estado de São Paulo, que foi confirmado laboratorialmente para sarampo. Outros 03 (três) casos foram confirmados laboratorialmente pela técnica de RT-PCR, realizada na FUNED e são residentes nas cidades de Betim (1), Pedralva (1) e Jundiaí-SP (1), sendo que este último, foi notificado e hospitalizado na capital mineira.
Ações da SES-MG
Ações de prevenção e controle do Sarampo no Estado de Minas Gerais:
  Construção e divulgação do “Plano de Contingência para Resposta às Emergências em Saúde Pública: Sarampo”;
  Instalação da Sala de Situação/Centro de Operações de Emergência em Saúde 
  Vacinação seletiva
  Emissão de inúmeros Alertas para os profissionais de saúde sobre a doença e locais com 
  Elaboração de Boletim Epidemiológico semanal;
 Elaboração de Memorando com orientações sobre intensificação vacinal principalmente nas GRS/SRS que fazem divisa com o estado de São Paulo.
 Elaboração de Memorando com orientações sobre a conduta vacinal em menores de 1 ano;
  Realização de videoconferências com as Unidades Regionais de Saúde;
  Intensificação de mídia e ações de mobilização social;
 Interface direta com a Fundação Ezequiel Dias (FUNED-MG), iniciando a realização do exame PCR em tempo real (exames laboratoriais mais sensíveis, específicos e rápidos);
  Elaboração e divulgação do “Fluxograma de Atendimento aos Casos Suspeitos de Sarampo”;
 Definição de serviços de saúde referência no Estado para pediatria e adultos.



segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Dia vira 'noite' em São Paulo e cidade do interior exemplo Sorocaba com frente fria e fumaça vinda de queimadas na região da Amazônia



 A cidade 'está dentro de uma nuvem', segundo o Inmet. Fumaça de queimadas contribuiu para escuridão, diz Clima tempo. O tema "são 15h" em São Paulo acompanhado de fotos com o céu muito escuro para o horário é um dos trending topics do Brasil.

 São Paulo começou a tarde desta segunda-feira (19) com o céu encoberto por nuvens e o "dia virou   noite". O fenômeno está relacionado à chegada de uma frente fria e também de partículas oriundas da fumaça produzida em incêndios florestais.

 Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), por conta do tempo úmido e da   entrada de ar de origem polar, a temperatura caiu moderadamente desde as primeiras horas da     madrugada.

 De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), além da frente fria, a escuridão também é   causada pela fumaça de queimadas na região amazônica.

 "O material particulado, oriundo da fumaça produzida por esses incêndios silvestres de grande porte que   estão acontecendo na Bolívia, conjugado com o ar frio e úmido que está no litoral de São Paulo, causou a   escuridão", diz Franco Vilela, meteorologista do Inmet.

  Além disso, a cidade "está dentro de uma nuvem" por causa da atuação de duas massas com       temperaturas diferentes.

  “Isso acontece por conta dessa convergência de massas tão diferentes. A frente fria da capital, junto com    as temperaturas amenas que vêm do oceano e do vento quente do interior, provocam essa turbulência e   isso baixou o nível da nuvem. Assim, nós estamos dentro de uma nuvem," diz Helena Balbino,       meteorologista do Inmet.

 Segundo o Clima tempo, a fumaça proveniente de queimadas na região amazônica, nos estados do Acre   e Rondônia e na Bolívia, chegou a São Paulo pela ação dos ventos.

  "A fumaça não veio de queimadas do estado de São Paulo, mas de queimadas muito densas e amplas   que estão acontecendo há vários dias em Rondônia e na Bolívia. A frente fria mudou a direção dos   ventos  e transportou essa fumaça .

  No final de semana, a direção do vento estava levando a fumaça para o Sul do Brasil. Com a chegada da    frente fria no Sudeste, a fumaça começou a ser direcionada para o estado de São Paulo, segundo o         Clima  tempo.

  Segundo o Clima tempo, a fumaça proveniente de queimadas na região amazônica, nos estados do Acre    e Rondônia e na Bolívia, chegou a São Paulo pela ação dos ventos.

  "A fumaça não veio de queimadas do estado de São Paulo, mas de queimadas muito densas e amplas     que estão acontecendo há vários dias em Rondônia e na Bolívia. A frente fria mudou a direção dos     ventos  e transportou essa fumaça pra São Paulo", diz Josélia Pegorim, meteorologista do Clima tempo.

  “Aqui na região da Grande São Paulo a gente teve a combinação desse excesso de umidade com a       fumaça, então deu essa aparência no céu", completou.

 No final de semana, a direção do vento estava levando a fumaça para o Sul do Brasil. Com a chegada da   frente fria no Sudeste, a fumaça começou a ser direcionada para o estado de São Paulo, segundo o Clima   tempo.

 Os meteorologistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também monitora o clima   no  país, ainda não verificaram influência das queimadas no aumento na nebulosidade que tornou o céu   da capital tão escuro.

 "O vento até pode trazer essa fumaça de queimadas, mas teria que ser bem intenso o incêndio.       Geralmente, isso ocorre mais com fumaça de vulcões", diz Caroline Vidal, meteorologista do Inpe.


  Nuvens escuras e frente fria transformam dia em noite em Sorocaba
Imagem registrada às 14h em frente ao Paço Municipal de Sorocaba. Crédito da foto: Emídio Marques (19/8/2019)
O sol ficou escondido nesta segunda-feira (19) em Sorocaba. O céu encoberto de nuvem transformou o dia em noite.
 Vista aérea de Sorocaba durante o início da tarde. Crédito da foto: Admir Machado (19/8/2019)
O sorocabano também precisou sair de casa agasalhado. Nas ruas, foi possível encontrar pessoas até de gorro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura em Sorocaba nesta segunda varia entre 12°C e 21°C. O céu deve permanecer encoberto.



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