quarta-feira, 8 de maio de 2019

Conheça as Principais Doenças do Século 21

Obesidade

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade já é considerada uma epidemia e o principal problema a ser enfrentado nos países desenvolvidos. Um dos motivos apontados pela OMS como “causador” da obesidade é a rapidez que a vida moderna exige. Hoje em dia tudo deve acontecer muito rápido, as pessoas sempre optam por saídas mais fáceis, como usar um carro ao invés de andar a pé.
Uma ampla variedade de “fast food”, alimentos processados, excesso de gorduras, e evidentemente a falta de atividade física são também condições para o aumento de peso. A obesidade aumenta riscos de desenvolver problemas correlatos, como diabetes e doenças cardíacas.
Os sintomas debilitadores e de longo prazo que acompanham doenças crônicas irão se expandir em uma sociedade que está envelhecendo. Indivíduos e países enfrentarão o dilema crescente dos serviços de saúde que poderiam levar a uma qualidade inferior e menos opções de tratamento.

Síndrome da visão de computador

De acordo com a Associação Americana de Optometria, a CVS (Síndrome da Visão de Computador) afeta pelo menos pelo menos 75% dos usuários de computador. Dores de cabeça, olhos secos, visão borrada ou duplicada, dificuldade de focalização e a sensibilidade à luz compõem a CSV.
A Síndrome da Visão de Computador, está associada a exposição contínua ao monitor do computador, embora estudos indicam que estes não representam males diretos aos olhos. Seu uso frequente e sem pausas para relaxamento provoca um estresse de todo o sistema óptico, o que pode ocasionar lesões mais graves.

Degenerescência macular da idade

DMI ou Degeneração Macular Relacionada à Idade é uma doença degenerativa que envolve a parte mais central da retina humana, responsável pela nossa visão de nitidez e chamada de mácula. Trata-se de uma doença geneticamente determinada e que afeta, principalmente, as pessoas de pele clara e com idade superior aos 50 anos.
Existem duas formas da doença, sendo uma mais prevalente e menos grave, chamada de DMI seca; e a outra é mais severa, porém menos frequente chamada de DMI exsudativa (hemorrágica). O início da doença e sua gravidade sofrem grande influência da exposição ao sol, tabagismo, hábitos nutricionais e associação com doenças metabólicas e circulatórias como o diabetes e a hipertensão arterial.
A DMI é acentuada com o passar dos anos. A idade é o principal fator de risco primário para essa doença. Hoje, a DMI afeta 1,75 milhão de norte-americanos, e esse número deve crescer para 3 milhões até 2030.

Perda de audição

O uso frequente e indiscriminado de aparelhos de áudio portáteis, como MP3 players faz com que os jovens desenvolvam o tipo de perda auditiva que antes era associada a pessoas mais velhas. A causa são os plugues de ouvido, que se encaixam dentro da orelha, mas não filtram o ruído do ambiente.
Para conseguir ouvir a música sem interferências dos ruídos do ambiente, o volume precisa subir a 110 ou 120 decibéis, o que é suficiente para provocar o enfraquecimento da audição depois de apenas uma hora e 15 minutos. Os modelos de fone que são colocados do lado externo da orelha ajudam um pouco, já que os ruídos do ambiente são eliminados.

Trombose

A trombose de veias profundas é a formação de coágulos que entopem as veias. Se esse tipo de coágulo migrar para os pulmões e causam embolia, a trombose será fatal. É comum que coágulos se formem ao longo de período de imobilidade, essa imobilidade faz com que o fluxo normal de sangue seja bloqueado ou fica mais lento, causando pequenos coágulos que podem ser fatais.
Esse problema é muito frequente e também conhecido por passageiros de voos de longa distância. Pesquisadores também descobriram que a imobilidade causada pelo uso prolongado do computador, quando os usuários passam um tempo enorme diante de seus PCs sem se movimentarem, também podem provocar a trombose.
Manter o peso dentro dos limites saudáveis, não fumar, restringir o consumo de bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos são medidas importantes para prevenir a formação desses coágulos, também conhecidos como trombos.
Recomenda-se ainda movimentar-se tão logo seja possível nas viagens que pressupõem longos períodos de imobilização, depois de cirurgias e quando tiverem necessidade de permanecer em repouso por muito tempo. Usar meias elásticas e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de medicamentos para dormir são medidas que também ajudam a prevenir a formação de coágulos.

Transtorno da Ansiedade

O Transtorno da Ansiedade é caracterizada geralmente por uma preocupação excessiva que é totalmente desproporcional com à causa. Todo mundo em algum momento da vida sofreu algum tipo de ansiedade, entretanto quando essa paralisa e fora do controle, torna-se uma patologia grave.
A vida moderna é cerca por preocupações que nos causam ansiedade, estudantes de faculdade se preocupam com as provas, assalariados se preocupam com o fracasso e muitas outras questões que nos cercam.
O Transtorno da Ansiedade baseia-se em situações para além destas, significa que, apesar de todas as possibilidades de se comunicar em um mundo globalizado, as pessoas se sentem aprisionadas nele. De acordo com as instituições de saúde dos Estados Unidos, pessoas com ansiedade social temem constantemente serem observadas e julgadas por quem está a sua volta.
Se você é visto como alguém de estopim curto, que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar, provavelmente chegou a hora de procurar um médico para avaliar esse estado permanente de tensão e ansiedade.
Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, mas também na sua rotina de vida, sem esquecer de reservar um tempo para o lazer.
Se não conseguir sozinho, não se envergonhe, peça ajuda.

Ortorexia Nervosa

Os múltiplos escândalos envolvendo contaminação alimentar fizeram com que muita gente se perguntasse se é realmente possível encontrar alimentos que sejam essencialmente seguros a nossa saúde. O fluxo constante de informações sobre alimentação nutrição e sua influência na saúde e no corpo é desnorteante e esmagador.
Ter uma alimentação saudável está se tornando uma obsessão e constitui um novo tipo de transtorno alimentar denominado ortorexia nervosa. A pureza e o controle nutricional exagerado é a meta visada pelos que sofrem desse transtorno.
Buscar uma alimentação que seja de fato saudável para nosso corpo não é problema, mas ficar obcecado com isso, sim. Os portadores desse transtorno passam mais de 3 horas por dia pensando em escolhas alimentares saudáveis. Eles isolam o prazer pela comida e focam apenas em seguir um controle e uma dieta nutricional.

Síndrome do edifício doente

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, passamos 80 a 90% de nossas vidas em ambientes fechados, respirando em torno de 10 mil litros de ar por dia. A poluição do ar é preocupante, principalmente nas grandes cidades, mas não temos ideia de que o perigo também está dentro dos edifícios, comerciais principalmente, onde a circulação de pessoas é maior.
A Síndrome do Edifício Doente descreve uma situação onde os ocupantes de um edifício sentem sua saúde deteriorar mesmo que nenhuma causa específica seja encontrada. Os principais sintomas incluem dor de cabeça, tosse seca, tontura e enjoo.
A principal causa para essa síndrome PE a falta de ar fresco. Encher os edifícios de isolamento ou tentar manter as temperaturas internas em um nível constante pode reduzir os custos de energia, mas ao mesmo tempo mantém o edifício selado. Os sistemas de ventilação e ar-condicionado precisam trabalhar duro para reciclar o ar, e nos edifícios modernos abrir as janelas para possibilitar uma circulação de ar mais eficiente pode não ser possível.
A EPA, Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, calcula que cerca de 30% dos edifícios americanos poderiam estar “doentes” e recomenda inspeções mais frequentes dos sistemas de ar e a melhora da ventilação natural.

Síndrome de Burnout

O termo “burnout” foi designado por psicanalistas norte-americanos cerca de 25 anos atrás. Nos países industrializados, o “burnout” tem estado cada vez mais no centro das atenções como parte dos debates sobre um equilíbrio satisfatório entre a vida pessoas e a profissional.
A Síndrome de Burnout é conhecida como a doença do esgotamento e está diretamente relacionada ao ritmo atual: um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes. O próprio termo “burnout” demonstra que esse desgaste danifica aspectos físicos e psicológicos da pessoa. Afinal, traduzindo do inglês, “burn” quer dizer “queima” e “out” significa “exterior”.
Em geral, a síndrome atinge profissionais que lidam direto e intensamente com pessoas e influenciam suas vidas. É o caso de pessoas das áreas de educação, assistência social, saúde, recursos humanos, bombeiros, policiais, advogados e jornalistas.

Qual é a importância da Medicina nesse contexto?

A Medicina é a ciência responsável pelo tratamento de doenças, mas não só: ela também está intimamente ligada à prevenção de tais doenças, por meio de medidas profiláticas que podem ser extremamente variadas.
Por isso, um acompanhamento médico regular é fundamental não só quando apresentamos algum sintoma de que algo está errado, mas também no decorrer de nossas vidas de modo a nos conscientizar sobre os possíveis problemas que podemos desenvolver e, então, preveni-los de maneira eficaz.
A autonomia de uma pessoa sobre a sua saúde deve ser sempre respeitada e por isso, é recomendado que empresas busquem oferecer um bom plano de saúde empresarial aos seus colaboradores, dando a eles a oportunidade de ter uma participação mais ativa em seu destino, por meio das consultas regulares com médicos qualificados.
Isso favorece tanto a sociedade quanto a empresa, já que funcionários mais saudáveis e felizes tendem aproduzir mais e melhor, além de se tornarem muito mais fieis àquele negócio. Portanto, investir na saúde de seus colaboradores é um investimento para toda a corporação.

Fonte: planodesaudesegurar.com.br/blog/conheca-principais-doencas-seculo-21/

Plantas que decoram a casa e afastam o mosquito Aedes aegypti

Em tempos de proliferação de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya, todos nós queremos saber medidas eficazes para afastar o seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Diante disso, existe uma teoria de que algumas plantas, se cultivadas em casa, podem afastar esse mosquito. Mas, será que isso realmente funciona?
Segundo o engenheiro agrônomo e paisagista Gabriel Kehdi, de modo geral, o simples cultivo de uma planta não é suficiente para repelir insetos do ambiente em que é cultivada. “O poder repelente das plantas se deve a substâncias químicas produzidas pelas folhas, flores, frutos, ramos e/ou raízes, que não se espalham pelo ambiente sem algum método de extração”, explica.
Ele ainda acrescenta: “a produção de substâncias químicas com poder repelente, urticante, atordoante, tóxico, entre outros, é um mecanismo de defesa natural das plantas contra seus predadores e algumas dessas substâncias podem também ser aproveitadas por nós para repelir insetos indesejados”.
De todo modo, Gabriel diz que ter um ‘estoque’ de algumas plantas para preparar repelentes caseiros pode ser uma boa opção.

Plantas que afastam o mosquito da dengue

De acordo com Gabriel, as plantas cultivadas utilizadas como repelentes com ação sobre o mosquito da dengue são:

A citronela é um exemplo de planta que consegue afastar os mosquitos da dengue (Foto: depositphotos)

Citronela

Nome popular: Citronela Nome científico: Cymbopogon  winterianum;   Cymbopogon nardusHábito: Planta herbácea Substância repelente: Óleo essencial Uso comum: Aplicação no ambiente Luz ideal para cultivo: Sol pleno Substrato para plantio: Rico em matéria orgânica e bem drenado (3 partes iguais de composto orgânico, terra e areia)

Nim (ou Neem)

Nome popular: Nim (ou Neem).Nome científico: Azadirachta indica.Hábito: Árvore Substância repelente: Óleo essencial Uso comum: Aplicação no ambiente Luz ideal para cultivo: Sol pleno  Substrato para plantio: Rico em matéria orgânica e muito bem drenado.

Santa Bárbara

Nome popular: Santa-Bárbara ou Cinamomo
Nome científico: 
Melia azedarach
Hábito: Árvore Substância repelente: Limonóides Uso comum: Aplicação no ambiente Luz ideal para cultivo: Sol pleno Substrato para plantio: Rico em matéria orgânica e muito bem drenado.
Os óleos de citronela e de nim podem ser facilmente encontrados em lojas de produtos de jardinagem ou casas agrícolas, pois também têm ação repelente sobre algumas pragas de plantas.

Andiroba e cravo-da-índia também podem ajudar

Alguns estudos e pesquisas também apontam a andiroba e o cravo-da-índia como poderosos repelentes contra mosquitos. Sobre a andiroba, Gabriel diz que, de certa forma, todos os estudos científicos relataram algum êxito da planta em repelir insetos, incluindo o Aedes aegypti. Porém, alguns desses estudos encontraram um baixo poder de repelir os mosquitos, enquanto outros tiveram eficácia de 100%.
Com relação ao cravo-da-índia, o engenheiro agrônomo diz que este é um poderoso repelente de insetos, de modo geral. “O único ponto negativo é que é preciso quantidades enormes de cravo-da-índia (em sachês e frascos abertos) para que os insetos sejam repelidos de um ambiente. Também é muito comum que pessoas se sintam incomodadas com o seu aroma constante e abandonem o uso”, diz ele.

E a crotalária?

Também existe uma teoria sobre o poder repelente da planta crotalária, pois ela atrai libélulas, que são insetos considerados predadores do mosquito Aedes aegypti. Porém, Gabriel diz que não há comprovação científica para a eficácia da ação desta planta.O especialista explica que as libélulas não são suficientes para esse controle, pois se alimentam apenas das larvas do mosquito da dengue. “As libélulas adultas precisam depositar seus ovos em água limpa, o mesmo ambiente que o mosquito da dengue. Portanto, as larvas de libélula vivem submersas e se alimentam de larvas do mosquito da dengue e de outros insetos aquáticos. Isso faz com que as libélulas contribuam minimamente no controle do mosquito, pois eliminam somente as larvas. Mesmo assim, para isso acontecer, as crotalárias precisam ser plantadas próximas a lagos, em que haverá a consolidação do ciclo de vida da libélula”.
Escrito por Mariana Keller


terça-feira, 23 de abril de 2019

OMS anuncia primeiro teste em grande escala de vacina contra malária

Vacina tem proteção parcial contra a doença. Três países africanos receberão doses.

Mosquito Anopheles stephensi é vetor da malária. — Foto: Jim Gathany/CDC/Reuters

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira (23) que iniciará 
a  implementação da  primeira  vacina contra a malária.
 A vacina, desenvolvida ao longo de 30 anos, tem proteção parcial contra a doença  em 
crianças pequenas.
O primeiro país a receber doses da vacina será o Malaui. Nas próximas semanas, 
Gana Quênia receberão  doses também.
Segundo comunicado da OMS, a vacina RTS, S é a primeira e, até hoje,  a única vacina que
 mostra um  efeito protetor contra a malária em
 crianças pequenas e entrará para o calendário de vacinação destes países.
Nos testes, além da proteção parcial, a vacina também conseguiu 
reduzir a necessidade de transfusões de sangue  em 29%.
 As transfusões são necessárias contra a anemia severa causada pela  doença.
A eficácia da vacina foi estabelecida em teste anteriores envolvendo mais de 15 mil 
crianças da África.
  Ficou comprovado que crianças que receberam 4 doses da vacina  tiveram um risco  significativamente menor de  desenvolver malária.
Segundo a OMS, a malária mata 435 mil pessoas por ano, a maioria 
delas crianças menores de cinco anos.
“Temos visto ganhos tremendos de mosquiteiros e outras medidas para controlar a 
malária  nos últimos  15 anos,
 mas o progresso estagnou e até reverteu em algumas áreas. Precisamos de novas soluções  
para recuperar  a resposta da   malária, e essa vacina nos 
oferece uma ferramenta  promissora para chegar lá ”, disse o diretor-geral da 
OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus.
"A vacina contra a malária tem o potencial de salvar dezenas de milhares de vidas 
de crianças"
-Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
A doença infecciosa é causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada
 do mosquito  Anopheles. 
Os sintomas podem incluir febre alta, dor de cabeça, tremores e calafrios.
Quem pode tomar a vacina?
Cerca de 360 mil crianças por ano nos três países escolhidos devem  receber as doses da 
vacina.
São necessárias 4 doses, sendo a primeira dose dada após os cinco meses de idade, 
seguida das doses 2 e 3 em intervalos mensais e a quarta dose  perto dos dois anos de
 idade.
Segundo a OMS, os efeitos colaterais conhecidos incluem dor e 
inchaço no local da injeção e febre,  efeitos semelhantes às reações 
de outras vacinas infantis.
Outro efeito relatado foi de convulsões ocasionais em crianças com febre. De acordo com a organização,  as crianças que tiveram convulsões  após a vacinação se recuperaram
 completamente e não houve consequências duradouras.
Países selecionados
A OMS explicou como selecionou os três países para o programa de vacinação contra 
malária.
Em dezembro de 2015, a organização pediu que ministérios africanos da saúde 
interessados 
em colaborar  no  programa de implementação  da vacina se apresentassem.
Dos dez países que se apresentaram, três foram selecionados para o
 programa com base em critérios como desejo de participação e programas de malária e
 imunização que funcionassem bem.
Outros critérios usados foram:
bom controle da malária e de vacinações infantis transmissão de malária de moderada a alta,
apesar da boa implementação de intervenções contra a doença
um número suficiente de crianças pequenas que vivem nas áreas de transmissão da doença 
onde a vacina será introduzida forte pesquisa de
 implementação ou experiência de avaliação no país capacidade de  avaliar os resultados de segurança.
O programa de vacinação nestes países durará até 2022 e pesquisadores avaliarão seus 
resultados para uma possível implementação em  larga escala.
A farmacêutica GSK é a responsável pelo desenvolvimento  e fabricação da vacina e doou 
10 milhões de doses de vacina para  este teste inicial.




quarta-feira, 17 de abril de 2019

Dia Nacional da Botânica: 17 de Abril


As plantas participam de nossas vidas de inumeráveis outras maneiras além de fontes de alimento.

Elas nos fornecem fibras para vestuários; madeira para mobiliário, abrigo e combustível; papel para livros; temperos para culinária; drogas para remédios; e o oxigênio que respiramos.
Somos totalmente dependentes das plantas. Por isso, o botânico, o profissional da biologia que dedica sua vida ao estudo das plantas, é tão importante.
Como outras formas de vida na Biologia, a vida das plantas pode ser estudada em vários níveis, do molecular, genético e bioquímico através de organelas, células, tecidos e a biodiversidade de plantas inteiras.
No topo desta escala, plantas podem ser estudadas em populações, comunidades e ecossistemas (como em ecologia). Em cada um destes níveis, um botânico pode se dedicar à classificação (taxonomia), estrutura (anatomia) ou função (fisiologia) da vida vegetal.
A data foi instituída pelo Decreto de Lei nº 1.147, de 24 de maio de 1994, em homenagem às comemorações dos 200 anos do nascimento do naturalista alemão Carl von Martius. 

Importância da botânica: Dia Nacional da Botânica

Plantas são fundamentais para a vida na Terra. Elas geram oxigênio, alimento, fibras, combustíveis e remédios que permitem aos humanos e outras formas de vida existente
Dia do taxonomista - Taxonomist Appreciation Day
Dia do taxonomista
Enquanto realizam tudo isso, as plantas ainda absorvem dióxido de carbono, um importante gás do efeito estufa, através da fotossíntese.
Uma boa compreensão das plantas é crucial para o futuro de nossa sociedade, já que nos permite alimentar o mundo, entender processos fundamentais, utilizar remédios e materiais e entender mudanças ambientais.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Geólogos descobrem fósseis de 29 animais em cavernas na Bahia

Eles são todos do Pleistoceno – o período retratado no filme "A Era do Gelo". E, por sorte, já haviam sido extraídos do chão pela erosão. Era só pegar.






Os fósseis, já no laboratório. (Rafael Costa da Silva/Serviço Geológico do Brasil/Divulgação)

Duas cavernas com 7 km de túneis cada uma, nas redondezas do pequeno município de Serra do Ramalho, no sudoeste da Bahia, contêm fósseis de 29 animais que viveram no Pleistoceno – o período geológico imediatamente anterior ao atual, que vai de 2,5 milhões a 11 mil anos atrás.
Os ossos foram coletados entre 2012 e 2014 e analisados por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil, em parceria com as universidades federais do Paraná (UFPR) e do estado do Rio de Janeiro (Unirio). Os resultados estão neste artigo científico. Os 450 fragmentos estão guardados no Museu de Ciências da Terra (MCTer), no Rio de Janeiro. 
O Pleistoceno faz parte do imaginário popular: nele ocorreu o evento de glaciação mais recente, que é representado na animação A Era do Gelo. Mamíferos como preguiças e capivaras gigantes são dessa época, bem como tigres dentes-de-sabre, mastodontes e rinocerontes lanudos – peludos de grande porte que foram extintos em parte graças a mudanças climáticas, em parte por causa de predadores de outra espécie: o Homo sapiens. 
Tudo começou em 2011, quando pesquisadores do CPRM (sigla pela qual é conhecido o Serviço Geológico) analisavam cavernas de nove municípios do sudoeste da Bahia. É sempre bom ficar de olho em fósseis nessas situações – às vezes eles dão as caras em locais inexplorados –, mas encontrá-los não era o objetivo principal do levantamento.Calhou que, em duas das cavernas, havia fósseis. Muitos. E eles sequer precisaram ser escavados: já estavam expostos graças a uma ajudinha da mãe Natureza.

Água mole em pedra dura, tanto bate… (Rafael Costa da Silva/Serviço Geológico Brasileiro/Divulgação)


“As cavernas da região costumam apresentar muitas fendas e claraboias, por onde a água da chuva penetra e forma pequenos córregos, que não correm com muita energia”, explica Rafael Silva, pesquisador do CPRM que conversou com a SUPER. “Esses córregos causam uma erosão lenta, que carrega os sedimentos mais leves, como areia e argila, para regiões mais profundas e inacessíveis das cavernas. Mas a água não tem força suficiente para carregar os fósseis, que são maiores e mais pesados. E aí eles acabam se acumulando no chão.”

A variedade era excepcional: havia tigres dentes-de-sabre, mastodontes, lhamas – na época, elas existiam por aqui –, preguiças gigantes, capivaras de 2 metros de comprimento, onças, porcos, veados, toxodontes (veja com seus próprios olhos) e litopternos (imagine um mamífero de corpo atlético, com cabeça de anta e pescoço comprido).

Esses animais, tão diferentes entre si, obviamente não foram encontrados juntos porque marcavam um barzinho na caverna. Os ossos de cada um deles foram parar lá dentro em momentos diferentes, por motivos diferentes. “Alguns dos animais, como as preguiças gigantes, provavelmente frequentavam as cavernas em busca de abrigo – e eventualmente morriam lá dentro devido a inundações repentinas ou doenças”, explica Rafael.

“Outros animais morriam no entorno da caverna, sofriam decomposição e seus ossos eram posteriormente carregados pela água para o subterrâneo. Também encontramos marcas de mordidas em ossos, levando a crer que um predador possa ter carregado as carcaças para consumo no interior das cavernas, como

Foram encontrados, ao todo, 29 taxa. Isso é quase o mesmo que dizer que foram encontrados 29 animais – mas não exatamente. É o seguinte:

Taxa é o plural de táxon. Para entender o que é táxon, vamos voltar rapidamente ao sistema de classificação criado pelo sueco Lineu no século 17 – que você aprendeu nas aulas de biologia do Ensino Médio. Primeiro: todo ser vivo pertence a uma espécie – no caso de um lobo, a espécie é lupus.
Essa espécie, por sua vez, pertence a um gênero, que é escrito em letra maiúscula (Canis lupus). Os animais que são parentes próximos do lobo são Canis também: há o Canis latrans, por exemplo (que é o coiote), e o Canis familiaris (que é o cachorro).
Os gêneros, por sua vez, são reunidos em uma família (Canidae, que inclui também a raposa). E as famílias, reunidas em uma ordem (Carnivora, que inclui… bem, os carnívoros). E assim por diante.
Às vezes, quando um paleontólogo encontra um fóssil, ele está extremamente fragmentado – e não dá para classificá-lo ao nível da espécie. Dá para saber no máximo a família. Ou a ordem. Então existe uma palavra que se refere a qualquer nível de classificação, seja ele muito ou pouco específico. 



O lado de fora. (Rafael Costa da Silva/Serviço Geológico do Brasil/Divulgação)

O Brasil é um ótimo lugar para encontrar resquícios do Pleistoceno. As condições climáticas e geológicas da época eram propícias à formação de fósseis, e colabora o fato de o período ser recente – ainda não houve tempo suficiente, em termos geológicos, para a destruição dos depósitos.

Os pesquisadores do Serviço Geológico são herdeiros de uma longa tradição, da qual fez parte Darwin em pessoa: foi ele que descobriu os toxodontes em sua passagem pelo Brasil durante a viagem do HMS Beagle, entre 1831 e 1836.

Fonte: Bruno Vaiano - Revista Super Interessante


Fotossíntese